terça-feira, 7 de agosto de 2012

Com a palavra: Claudia Barral

Gente querida,

Hoje (07/08/2012) ao abrir o nosso email, nos deparamos com um email muito bonito da autora do Cordel do Amor sem Fim, Claudia Barral falando um pouco sobre a boa e bela repercussão das montagens do Cordel.
Sim... Existem outros Cordéis! Ela estima uma média de dez montagens oficiais espalhadas por esse Brasil lindo de meu Deus.
Como coisa boa é pra ser dividida, principalmente com os amigos queridos... Vamos reproduzir o email que ela nos enviou.

Amigos, 


O "Cordel do Amor sem Fim" está em cartaz no Rio de Janeiro até setembro. Eu estou especialmente feliz com essa montagem porque essa é a décima vez que esse texto é encenado profissionalmente no Brasil. Entre leituras e encenações amadoras e profissionais, “O Cordel do amor sem Fim” já percorreu todos os estados brasileiros (e uma parte de Portugal, em um ônibus teatral que cometeu a façanha de atravessar o oceano).
Claudinha Barral
Graças ao perfil de trabalho da maioria dos grupos que o montaram, Cordel acabou por se tornar um texto apresentado em meios inusitados, como ônibus e barcos, em regiões de difícil acesso para a arte teatral, como a Amazônia e as regiões ribeirinhas do Vale do São Francisco. Também tornou-se teleteatro através da  TV Anísio Teixeira (Bahia), sendo veiculado em salas de aula da rede de ensino estadual.  O valor disso pra mim é imensurável. Vejo a Carinhanha que eu trazia no peito sendo compartilhada e alcançando pessoas para as quais o teatro ainda é poderoso, ainda pode fazer algum sentido, não compete com o cinema, ou a televisão, porque é mágica e força que se realiza diante dos nossos olhos.
Há alguns anos, o primeiro monólogo do cantador faz parte do vestibular da Escola de teatro da Ufba e é defendido por candidatos que o escolhem no teste de aptidão. Novamente o texto cruza o caminho de quem ainda tem o brilho nos olhos, quem ainda não vê o teatro como produto, mas como uma arma, já que foi assim que ele nasceu. 
Viva o teatro das ruas, da beira do rio, do ônibus, da estação de metrô. Viva o teatro que vai até as pessoas. Viva o ator que, inserido no coro, deu o primeiro passo, acreditou que tinha voz. 

Um beijo em todos.

Claudinha. 


ah, quem quiser mais informações sobre Claudia Barral e seus trabalhos é só curtir o site dela (nele é possível fazer download do texto do Cordel) e o blog que ela criou especialmente para divulgar as andanças das montagens do Cordel do Amor sem Fim.




Fofíssima, né?! 


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