sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Repertório O POSTE


















 Os ingredientes para a encenação.

O essencial: O trabalho do ator. Cada ingrediente posto na cena é o ator e   sua capacidade de degustar o seu oficio, sem amarras.   O jogo estabelecido vem como uma como uma dança. O espaço vai sendo lapidado, modulado, criando formas, atmosferas tempo/espaço através do gesto, corpo e voz ator.
Tudo que é construído na cena vem do ator, não há subterfúgios na cenografia, no figurino, luz. Na receita isso não é apenas um conceito; é a proposta de trabalho do grupo e do seu diretor que propõe um ator pleno, preenchendo o espaço cênico com sua presença total.  A peça fala do sobre violência doméstica. De uma mulher anônima que todos os dias é agredida. Só que essa mulher não é apenas uma, ela está condimentada, espalhada   pelo mundo em vários continentes. Os sotaques podem ser italianos, portugueses, brasileiro/nordestinos, indianos e africanos.  Mas uma vez a nossa proposta é por um hibridismo antropológico teatral. Nos interessa a forma de representação de várias culturas. O espectador se deparar   com uma escritura cênica com várias conexões. Há a música, a dança, o verbo e uma atriz /atuante entregando-se   de corpo, alma e pensamento.

Ficha técnica
Texto, direção , iluminação, cenografia Samuel Santos

Atuação Naná Sodré 
Repertorio O POSTE
OMBELA
SINOPSE 
OMBELA (a chuva) após cair resolve deixar duas gotas que se transformam em duas entidades, que são a personificação da chuva ganhando corpo e voz. Essa ( s) Ombela (s)  inventa (m) rios e  desdobra  ao som do vento  e a  cada gota  faz nascer  ou  morrer  coisas, gente e sentimentos.
Ao longo da jornada   aqui na terra vemos elas tomarem formas variadas absorvidas pelo processo de humanização que passam.  Ombela representa arquétipos do universo feminino, é a síntese poética   onde a chuva   reorienta a transfiguração dos sentidos da vida transformado na beleza da mulher e nos interroga quem somos nós e para onde vamos?
 A peça além de ser interpretada em português tem partes faladas e cantadas na língua africana de Angola, UMBUNDO. Que é uma língua banta falada pelos Ovimbundos das montanhas centrais de Angola.  O espetáculo é um musical ao vivo com direção musical de da cantora Isaar.

A peça ganhou o prêmio especial sobre a pesquisa de matriz africana













Repertorio O POSTE
Peça CORDEL DO AMOR SEM FIM
Texto Claudia Barral


SINOPSE

Cordel do Amor Sem Fim se passa na cidade de Carinhanha, sertão baiano, às margens do Rio São Francisco. Na cidade vivem três irmãs – a velha Madalena, a misteriosa Carminha e a jovem e sonhadora Tereza – por quem José é apaixonado. Drummondianamente, Carminha ama José, que ama Tereza que ama Antônio, um viajante forasteiro por quem ela se apaixonara no porto da cidade, exatamente no dia em que um almoço marcaria seu pedido de casamento feito por José. Toda a trama então se desenrola em função do tempo de espera de Tereza pela volta de Antônio que vai interferindo na vida dos personagens de forma decisiva.
As três irmãs desta história, um pouco como aquelas de Tchekhov, vivem da espera, na esperança de que um dia algo de importante aconteça e que ocorra uma mudança em suas vidas. Mas, ao que parece, o destino é surdo aos murmúrios dos seus corações.
Em meio ao tempo de espera somos surpreendidos pela paixão que a observadora e insegura Carminha nutre por José. É a partir deste ponto fica evidente como a mesma renova suas esperanças em conquistar o noivo rejeitado pela irmã. Nadando contra a corrente Madalena, a mais velha, procura como pode, evitar que Tereza viva de uma vã promessa, à espera no porto pela volta de Antônio. Madalena via no casamento da irmã a possibilidade de concretização de seus próprios sonhos não realizados.
Com final surpreendente dentro da poética do cordel, Tereza de tanto esperar seu amor acaba virando pedra às margens do rio São Francisco. E o espetáculo contado de forma poética consegue tocar profundamente no sentimento humano, nos levando a fazer parte da trama, por nos vermos refletidos nas situações vividas pelos personagens.

     Participa do festival competitivo Janeiro de Grandes Espetáculos. Onde tem nove indicações no referido festival sendo vencedor de cinco deles: Atriz, Atriz Coadjuvante, Ator, Sonoplastia e Direção. É convidado para os principais Festivais Internacionais do Brasil como O FILO- Festival Internacional de Londrina, Brasília Cena Contemporânea e POA EM CENA- Festival Internacional de Porto Alegre, participa também em 2011 do Festival Cena Aberta na cidade de Arcoverde/PE, Festival BNB de Artes Cênicas (CE), Palco Giratório/PE, Aldeia do Velho Chico, Aldeia Yapotan ambos realizado pelo SESC Pernambuco, Projeto Conexão Cultural, Virada Multicultural ambos promovido pela Prefeitura do Recife, Mostra de Teatro de Jaboatão (MOSTEJA) e realiza temporada no Teatro Arraial nos meses de Julho e agosto e posteriormente nos meses de outubro a dezembro de 2011. E em 2012 o grupo foi contemplado com 02 prêmios nacionais são eles: Prêmio de Teatro Myriam Muniz e ProCultura ambos possibilitarão a circulação do espetáculo Cordel do Amor Sem Fim por 05 Estados e 40 cidades banhadas pelo Rio São Francisco, além disso o referido espetáculo participou do Festival Nacional de Teatro de Sergipe no mês de março de 2012.
Em 2015 o espetáculo fará manutenção de temporada e circulação por Pernambuco incentivado pelo prêmio FUNCULTURA do Governo de Pernambuco.